Benjamin Abrahão nasceu em Franca, no estado de São Paulo, em 8 de janeiro de 1925. Começou sua carreira no ‘mundo das delícias’ cedo: seu primeiro emprego, com apenas dez anos, foi como Auxiliar de Confeiteiro na Padaria Ivone.

Três anos mais tarde assumiu o posto de Confeiteiro Chefe. Desde então passou a frequentar as casas do ramo mais conceituadas, estando sempre atento a seus grandes mestres: conceituados confeiteiros de origem sueca e alemã.  E assim Benjamin foi buscando o aperfeiçoamento do seu trabalho.

Aos 19 anos foi convocado pelo serviço militar, período que poderia ter comprometido a evolução da sua carreira. Mas a sorte estava ao seu lado: preparava para o capitão seus melhores doces. Então, ao sair do exército retomou seu trabalho na Padaria Ivone e, para aumentar seu rendimento, trabalhava de engraxate nas horas vagas.

Benjamin mudou-se para Ponta Porã. Lá abriu seu primeiro estabelecimento comercial: uma petisqueria que vendia doces e salgados. Em frente havia o Bar e Restaurante Royal, na ocasião administrado por Maria Luisa: uma espanhola que era conhecida por sua grande habilidade na cozinha. A pequena rivalidade só os uniu e depois Benjamin casou-se com sua maior concorrente.

Após algum tempo, o casal, já com as filhas Shirlei e Mara, estabeleceu-se no bairro Barra Funda na cidade de São Paulo. Era o momento de recomeçar: Benjamin alugava um forno todas às noites para fazer doces e salgados que seriam vendidos na feira do dia seguinte. A banca foi batizada de "La Espanhola" em homenagem a sua esposa.  Tanto os cuidados empregados na higiene quanto a qualidade dos já eram reconhecidas pela clientela.

Após algumas ‘barracas’ nas feiras, o casal abriu sua primeira padaria: La Espanhola (estabelecimento que não pertence mais a família). Devido ao grande sucesso do primeiro estabelecimento na capital paulista, em seguida (no ano de 1976) inauguraram a Padaria Barcelona, na Praça Vilaboim.

Já em 1987, Mundo dos Pães situada na Rua Maranhão do Bairro Higienópolis foi inaugurada por Fernando Henrique Cardoso (na época senador). Benjamin fez questão de construí-la para suas filhas, genros e netos, que a administram desde a inauguração.

O “toque brasileiro” de Benjamin Abrahão ao fazer pães e doces conquistou vários países como Rússia, Filipinas, Alemanha, onde ministrou cursos. Outra prova do seu grande sucesso são os livros e artigos publicados em jornais e revistas no mundo inteiro.

O falecimento de Benjamin em 2001 foi o momento mais difícil para a família: continuar sem o patriarca e o super vovô era um grande desafio. Com muita união todos seguiram em frente para levar o seu legado adiante. O pequeno Felipe Benjamin, com apenas 15 anos na época, para suprir a tristeza da partida do avô resolveu assumir o posto de Chefe da Produção, profissão que já praticava desde os cinco anos de idade, quando acompanhava Benjamin pelas padarias.

A história de sucesso prosseguiu, com a inauguração de mais dez unidades em São Paulo. Em 2007 a consolidação de uma grande homenagem ao patriarca da família foi a construção da unidade Benjamin Abrahão Jardins.


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PARTE 2
PARTE 3

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